domingo, 14 de abril de 2019



                  Europa
        Quando chegamos em Portugal, mamãe me presenteou com 10.000 escudos, isto é cerca de 5000 dólares, o equivalente que papai dera  ao Artur quando ele se casou.
        Com esse dinheiro fizemos uma turnê pela Europa. Paris, Rotterdam e Amsterdam. A Bi, minha babá ficou com a nenê. Após tantos anos voltei a me deitar nos seios da Bi.
        Após a viagem, resolvemos as questões do inventário e voltamos ao Brasil, trazendo mamãe conosco..
        Assim, lá ficaram só o Artur e a Bi.
        Vinte e um dias após o nosso retorno, a minha Bi faleceu aos 87 anos de idade.
        Minha Bi.
(Mario Varela)


sábado, 13 de abril de 2019



                  Trabalho
        Em 1957 chamei o José meu irmão para vir ao Brasil trabalhar comigo no Norte do Paraná. Em Santa Cruz do Monte Castelo, Santa Isabel do Ivaí e Maringá.
        Convidei-o para associar-se na Cobrinco, firma vendedora de terras do Norte do Paraná. Era uma empresa ligada ao Bradesco.
        Os senhores Mário Aguiar, Antônio Cantizone e Ramiro fizeram uma planta de um Hotel. E assim construímos o Hotel  JOMAR (José e Mario) em Santa Cruz de Monte Castelo.
        Como o movimento de vendas de terras era grande, montamos um comércio de produtos de madeira.

          (Mario Varela)

sexta-feira, 12 de abril de 2019


                  A chupeta
        Voltei a Portugal em 1958 após sete anos de ausência.
        Já havia me casado com a Zilda e a Maria Luiza nossa filha tinha um ano de idade.
        Viajamos no mesmo avião que levava a Seleção Brasileira de Futebol para a Copa da Suécia. O Pelé, o Gilmar e o Garrincha viajaram conosco.
        Às três da manhã caiu a chupeta da neném e ela aprontou um berreiro. Acenderam as luzes e todos vieram ver a menina, e pegaram-na no colo.
        E eu disse: “A partir de hoje não tem mais chupeta!”
        E não teve mais.
(Mario Varela)

quinta-feira, 11 de abril de 2019


                    Fazendas
        Entre 1957 e 1958 trabalhei  em Santa Cruz do Monte Castelo, e em novembro fui para Maringá ambas no Paraná, onde fiquei até  1962.
        Entre 62 e 64 trabalhei no ramo da construção civil, em São Paulo.
        No dia 04 de outubro de 1964 faleceu  o meu sogro.
      Houve a partilha de seus bens e me tornei Administrador da Fazenda que ele deixou em Mirandópolis. Eu não sabia o que era uma fazenda.
        Fui então, ao Instituto Queiroz em Piracicaba, buscar orientação sobre como administrar uma fazenda.
        Hoje administro a Fazenda Acácia de São Jorge, Fazenda Floresta de Santa Terezinha e a Santo Antônio, em Mirandópolis, estado de São Paulo.
        (Mario Varela)


quarta-feira, 10 de abril de 2019


                        Zilda
        Conheci a Zilda em fevereiro de 1955, na Rua Airosa Galvão, nas Perdizes, por intermédio de seu pai Antônio Marques de Oliveira e sua mãe Luiza Marques.
        Eu tinha 27 anos.
        Casamo-nos em dezembro de 1955.
        Temos três filhos: a Maria Luiza, o Reinaldo e o Víctor.
Maria Luiza é Assistente Social, casada com Roberto industrial e pais de Guilherme.
Reinaldo é casado com a Irani, ambos empresários e pais de Rodrigo, Gabriel e Bruno.
Víctor é comerciante, casado com a Márcia Fisioterapeuta.
(Mario Varela)

terça-feira, 9 de abril de 2019


                  São Paulo
        No começo de 1952 fui a São Paulo visitar o amigo Ventura..
        Na 5ª linha pegava o bonde na Praça da Sé até Penha, zona Leste. E da Praça do Correio pegava os bondes 35 e 36 para a zona Oeste.
        Minha intenção era estudar Engenharia em São Paulo e foi assim que deixei a Loja do senhor Passos de Carvalho.
        Para conhecer São Paulo, a gente pegava o bonde na Praça da Sé e ia até Lapa. Depois ia até Penha.
        Na Rangel Pestana localizei a Casa Coimbra, de ferragens. Seu dono era amigo de papai em Condeixa e Louzã. Desci do ônibus e fui ter com ele. Trabalhei dois meses na Casa Coimbra como vendedor autônomo de máquinas e ferramentas importadas.
        Depois trabalhei na “Antunes Freixo” na Rua Florêncio de Abreu.
        (Mario Varela)

segunda-feira, 8 de abril de 2019


            O Secretário em Mirandópolis
        Então, passamos no Hotel Chamonix em Araçatuba, e antes de seguir para Mirandópolis, Dr. Adib me falou: “vamos no seu carro até Mirandópolis, mas atrás seguirá um carro da Secretaria  da Saúde, pois não podemos dormir em sua Fazenda. Tenho um compromisso amanhã cedo em Rio Preto."
        Fomos então nós três para Mirandópolis, numa viagem de 70 quilômetros. Lá chegando, nos dirigimos ao Hospital das Clínicas, onde nos aguardavam médicos e políticos da cidade.
        A “carta a Garcia” fora entregue e eu me sentia muito bem por ter conseguido cumprir a missão que me fora confiada.
Às onze horas da noite, deixamos o Hospital e fomos até a Churrascaria Gaúcha onde saboreamos um belo contrafilé com salada e fritas. Após o jantar, ele me pediu que levasse  a dona Aurice e a esposa do Prefeito Lourenção até a Estação de Tratamento de Água  do município, para ganhar tempo. “Pois não!” eu disse. Dona Aurice se acomodou no  banco de trás e a dona Thereza sentou-se ao seu lado. Imediatamente, dona Aurice abriu a porta e sentou-se no banco da frente ao meu lado, dizendo:”Varela é meu amigo, não é meu chofer!”
Cumpridos os compromissos em Mirandópolis, voltamos a Araçatuba,  de onde o ilustre casal seguiu viagem no dia seguinte para Rio Preto.
(Mario Varela)