Cinco
anos cirandando...
Ensaiamos a primeira brincadeira lá na Cozinha Caipira, com meia
dúzia de convidados idosos. O objetivo era proporcionar uma tarde de lazer a
idosos solitários, que gostariam de estar junto de amigos.
E nessa tarde, brincamos de ciranda,
rodopiando, cantando e rindo, e todos ficaram felizes pela tarde diferente. E
no mês seguinte fizemos outra cirandada, com mais convidados... E então, apareceram
os sanfoneiros e os violeiros para animar a festa.
Inicialmente
era o sanfoneiro Albertino Prando, que ofereceu a sua linda Chácara Prando para
sediar os encontros. Depois foram chegando o seu Gerval e o Jovaninho, o seu
Zeferino Coqueiro, o Toninho, e recentemente o Agnaldo no pandeiro.
Graças
à música desses amigos, as tardes de Ciranda ficaram animadas, mais ainda com a
cantoria de todos os cirandeiros. E a Ciranda se firmou de vez.
Para
evitar problemas, estabelecemos três requisitos importantes: não falar de
política, não discutir religião e não cobrar nada. Tudo funciona à base de
doação. Doação de refrigerantes, de salgadinhos, de doces, doação de tempo para
levar e trazer de volta os idosos, doação de atenção para com os convidados.
E assim
chegamos aos cinco anos de cirandadas sem nenhum incidente. É verdade que
perdemos os cirandeiros Egídio Vicente de Souza, Luizinha Cury, Jorge Cury,
Aristides Florindo, Walther Víctor Sperandio, Lourdinha Codonho, Maria
Menegatti, Toninho do pandeiro e dona Onofra... Depois de curtir uns encontros
com a turma, esses amigos foram cirandar no céu.
Aproveito
esse espaço para comunicar que, não convidamos tanta gente que gostaria de
participar, porque priorizamos os mais necessitados. E os mais necessitados são
os idosos solitários, que não têm vida social e precisam de muita atenção. Além
do mais, não há espaço para um grupo muito grande. Mesmo porque, volta e meia
temos os internos da AMAI participando de nossas tardes. Que vibram de
felicidade quando comparecem. E mais que ninguém eles precisam de lazer.
O
grupo inicial de apoio foi se desfazendo aos poucos, porque a Ana Jacomelli e o
Milton Lima foram embora de mudança; a Poliana por força de estudos também foi
embora, e o senhor Varela se afastou por problemas de saúde. Felizmente,
conseguimos a adesão de Gabriel Tarcizzo Carbello, de José Maria de Carvalho,
de José Antonio Lima, Etelvina Ramires, Jandira Morales e, mais recentemente Maria José Braga Candil, Jacira, Euclídia, Dimar
Martin Meneggazzi e Leonor Rezeke.
E
assim viemos até aqui. Cirandando, cantando, brincando e rindo muito. Vivendo
com alegria.
E
no dia 16 último comemoramos com um almoço na Cozinha Caipira. Após a cantoria,
fizemos uma avaliação da Ciranda. Pelos depoimentos ouvidos em painel aberto,
constatamos que a Ciranda só trouxe benefícios. Os participantes disseram que
agora são mais felizes, que anseiam todo mês pelo encontro, que a amizade com
algumas pessoas se consolidou de vez, que o encontro é a única diversão para
alguns, que remoçaram e recuperaram a alegria de viver. Saldo positivo.
Aproveitamos
o momento para agradecer ao senhor Varela, pelo apoio que nos deu para formar o
grupo de fato e pô-lo em prática. Não fosse a firme vontade dele, a Ciranda não
teria saído do papel. E o Jorge Chain falou da força de uma ideia que foi
concretizada e trouxe alegria para muita gente. E todos desejaram que a Ciranda
continue por muitos anos.
Como
acontece sempre, o seu Orlandinho declamou um poema de sua autoria e a Nair fez
uma apresentação cômica do poema “O guarda chuva”. Ambos foram bem aplaudidos.
No
final foi servido um sorvete, que agradou muito pelo calor que estava fazendo.
E
todos voltaram para suas casas com o coração repleto de felicidade.
Mirandópolis,
outubro de 2015.
kimie oku in
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirfoi corrigido por mim.
ExcluirParabéns a todos que participaram e participam desta linda Ciranda, a você kimie continue sempre a entusiasmar e dar força a nossa amada gente!
ResponderExcluirAbraços!
Obrigada, Silvio!
ResponderExcluir