A Escrita das Palavras

Interessante é o que tem ocorrido ultimamente com os amigos, que me alertam sobre a forma correta de se escrever as palavras.

Interessante é o que tem ocorrido ultimamente com os amigos, que me alertam sobre a forma correta de se escrever as palavras.
Sei e tenho certeza que,
muitos dos meus textos contêm erros crassos de gramática e de ortografia, que
fariam os literatos ficarem escandalizados e de cabelos em pé.
Mas, eu não me importo. Sei que nunca chegarei
a escrever certinho, com concordância nominal e gramatical perfeitas. Sabem por
que não me importo? É que com os meus 71 anos de idade e as mudanças de nossa
Ortografia, nunca irei absorver tudo que mudou e que é considerado correto
hoje. E também não quero passar os anos que me restam, brigando com a gramática
e a ortografia portuguesas, que são muito complicadas. Sei o que sei, porque
estudei com alguns Professores muito bons e sou grata por isso. Os leitores que
me perdoem as falhas, tudo é culpa da minha incompetência.
Mesmo assim, escrevo ciente de que nunca serei
um Manuel Bandeira, um Drummond, uma Cecília Meireles, um Josué Montello; que
esses sim, escreveram muito bem e corretamente, e os reverencio de corpo e
alma. Costumo justificar
aos amigos que, não me importo muito com a forma. O que eu quero na verdade é a
difusão de ideias. Se a mensagem chegar ao leitor, tenho como concluída minha
missão. Então, não fico muito preocupada em escrever “laviniense” ao invés de
lavinense, que dizem ser a forma correta; em escrever “Presidenta” ao invés de
Presidente que deve ser usado tanto para o feminino como para o masculino.
Alegam que, como não se diz adolescenta, contenta, prudenta, efervescenta,
também não se escreve presidenta. Mas, se escrevo Presidenta, com “a” no final
alguém duvidará que estou me referindo à senhora Dilma, que esteve tanto em
destaque ultimamente? No meu Dicionário Delta Larousse ainda consta “Presidenta
– mulher que exerce a função de Presidente”.
Agora escrever “lavinense” para quem é de Lavínia pra mim fica esquisito
demais. Então, seria “paulinense” para quem nasceu em Paulínia? Então, por que
se diz “mariliense” para quem é de Marília? E “selviriense” para quem nasce em
Selvíria? Dois pesos, duas medidas, pois Lavínia, Paulínia, Marília e Selvíria
terminam todas em “ia”. Muito estranho para mim.
Dizia Drummond de Andrade que “escrever é
brigar com as palavras”. Mas, se eu decidir ficar brigando com as palavras, a
minha inspiração vai embora e a crônica não sai. Então, com erros ou não, vou
produzindo meus textos. E não me importa que as pessoas critiquem meu jeito de
escrever. Cada um tem o seu livre arbítrio. Isso me faz lembrar o provérbio que
diz: “Quando o sábio aponta as estrelas, o idiota olha o dedo”. Não sou o
sábio, mas...
Já vi gente que assistiu a filmes fantásticos,
com enredos maravilhosos dizer ao final, que não gostou porque o ator principal
era muito feio, ou a roupa da moça era sem graça... Um dia, alguém me disse
para não assistir “O último Imperador” de Bernardo Bertollucci porque era muito
chato! Ao ver essa obra fantástica do cinema, deu para avaliar a cabeça oca da
pessoa que me dera o conselho. Gente desventurada, que nunca vai perceber o que
vale a pena absorver. Não consegue nem vislumbrar as estrelas, só repara no
dedo... Quero ainda,
esclarecer que nunca fiz uma faculdade de letras, e que realmente gostaria de
ter feito, mais ainda, ter aprendido a Língua Francesa e o Espanhol que aprecio
muito. Andei fazendo cursos dessas línguas em fitas cassetes, mas desisti logo
nas primeiras aulas.
Agora, a Língua japonesa estudo há mais de
vinte anos. E domino o equivalente ao conteúdo do Curso Primário do Japão. É
que estudo a leitura, a fala e a escrita, e é muito difícil. Basta dizer que na
língua portuguesa há 26 caracteres (alfabeto) para se formar as palavras. Na
língua japonesa há aproximadamente seis mil caracteres. Não é brincadeira. Cada
traço do ideograma tem um significado, e a ordem do traçado tem um padrão
difícil de assimilar. Ela é complicada porque teve como origem a língua
chinesa, que possui mais de 10.000 caracteres. Dizem que os sábios chineses
estudam a vida inteira, e não dão conta de tudo, mesmo chegando à idade
centenária...
Mas, os ideogramas japoneses, chineses e
coreanos, que tiveram a mesma origem são muito bonitos quando traçados com
pinceis. E a caligrafia deles é cultivada como uma arte nos países orientais. É
chamada Shodô, e há concursos para quem sabe traçá-los. Também pratico essa
caligrafia, porque tem a ver com a minha origem, com os meus ancestrais, de
quem me orgulho muito.
Mas, voltando às crônicas, gostaria que os leitores percebessem apenas que, escrevo porque quero partilhar as ideias. E, escrevo tudo que me incomoda, que me comove, que me entristece, que me enche a alma e eu preciso extravasar.
Mas, voltando às crônicas, gostaria que os leitores percebessem apenas que, escrevo porque quero partilhar as ideias. E, escrevo tudo que me incomoda, que me comove, que me entristece, que me enche a alma e eu preciso extravasar.
O meu amigo Lupércio Nery Palhares
lembrou-me que, o famoso cronista Ignácio de Loyola Brandão escreveu um dia
que: “fazer crônicas é como estar numa praça, ou num boteco conversando com
amigos, e contar pequenos casos, coisas e acontecimentos do cotidiano, para
reflexão e motivação de quem fala e de quem ouve.”
Concordo inteiramente com Brandão, pois
ele soube definir exatamente o sentimento que me impulsiona a escrever. Mesmo
estando sozinha diante do monitor, e digitando esses pequenos textos, sinto a
presença de amigos, que na cumplicidade de sentimentos concordariam com os meus
dizeres.
E quero ainda, aproveitar para dizer que tenho leitores em todas as camadas da nossa sociedade, desde advogados, professores, gente de muita cultura até simples cidadãos do povo, que mal e mal frequentaram escolas. Outro dia, um senhor me disse que, quando lê os meus textos, conversa com os filhos sobre a mensagem que passei, e aí eles também os leem. Achei isso fantástico, mas me deu apreensão sobre a escolha dos temas... É preciso ser responsável, para não desvirtuar a educação dos jovens.
E assim, de leitor em leitor, minhas crônicas estão se espalhando como folhas ao vento. E tenho a ventura de comunicar aqui agora que, no sábado próximo passado, dia 20 de julho, as cronicasdekimie.blogspot.com atingiram a marca de 20.000 (vinte mil) visualizações ou leituras, no meu blog. E isso foi no espaço de apenas vinte meses, ou seja um ano e oito meses.
E no site do Diário de Mirandópolis que publica as crônicas, também há muitas visualizações.
E quero ainda, aproveitar para dizer que tenho leitores em todas as camadas da nossa sociedade, desde advogados, professores, gente de muita cultura até simples cidadãos do povo, que mal e mal frequentaram escolas. Outro dia, um senhor me disse que, quando lê os meus textos, conversa com os filhos sobre a mensagem que passei, e aí eles também os leem. Achei isso fantástico, mas me deu apreensão sobre a escolha dos temas... É preciso ser responsável, para não desvirtuar a educação dos jovens.
E assim, de leitor em leitor, minhas crônicas estão se espalhando como folhas ao vento. E tenho a ventura de comunicar aqui agora que, no sábado próximo passado, dia 20 de julho, as cronicasdekimie.blogspot.com atingiram a marca de 20.000 (vinte mil) visualizações ou leituras, no meu blog. E isso foi no espaço de apenas vinte meses, ou seja um ano e oito meses.
E no site do Diário de Mirandópolis que publica as crônicas, também há muitas visualizações.
O que dizer mais?
Que sou muito feliz e agradeço aos leitores,
porque sem eles, não há escritor.
Legenda dos ideogramas:
1. Kokoro - Coração ( sentimento)
2. Ai - Amor
Mirandópolis, julho de 2013.
kimie oku
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