Ser Mulher
8 de março – dia Internacional da Mulher. Por que esse dia?
É que há uma ocorrência dolorosa que marcou essa data.
8 de março – dia Internacional da Mulher. Por que esse dia?
É que há uma ocorrência dolorosa que marcou essa data.
No dia 8 de março de
1857, operárias que trabalhavam numa fábrica de tecidos em Nova York nos
Estados Unidos, resolveram fazer um protesto. Elas pediam melhores condições de trabalho, pois a sua jornada era de dezesseis horas diárias e ganhavam um terço do salário pago aos homens pela
mesma função. Era praticamente um trabalho escravo. Os patrões, porém ao invés
de ouvi-las, trancafiaram-nas numa sala e atearam fogo. Cento e trinta tecelãs
foram queimadas vivas.
Esse tipo de protesto
ocorreu na Rússia também e em várias partes do mundo, porque a mulher era totalmente
discriminada e, tratada como escrava mesmo.
Muitas manifestações
e reivindicações após, as mulheres
passaram a ser um pouquinho valorizadas.
Não sei se por ter
sido criada a partir de uma costela de Adão, de acordo com a lenda, a mulher
sempre foi considerada um ser inferior, que deveria servir ao homem como uma
simples criada. Nos antigos livros de História das Civilizações, há relatos de
arrepiar. Mulheres não tinham direito de se assentarem nos lugares destinados aos homens porque sangravam
(menstruavam). Eles as consideravam impuras e perigosas. Mesmo entre as tribos
meio bárbaras, quando ocorriam cataclismos ou desastres da natureza como
inundações, chuvas intermináveis, secas prolongadas, uma jovem mulher (nunca um
homem) era sacrificada para acalmar os deuses. E quando faziam as iniciações,
para os meninos serem integrados na vida dos homens, as mulheres mães não tinham
direito de participar ou assistir.
Mesmo no Brasil colonial, as mulheres eram apenas servas de seus donos ou maridos. Deviam respeito total ao marido e não podiam contestar suas ordens, mesmo que se referissem à educação dos filhos. A imagem que me vem à cabeça, quando penso nos coronéis dessa época, é da esposa ajoelhada no chão tirando as botinas dos maridos ...
Durante séculos, em
qualquer país do mundo onde havia um Reinado ou Império, o Rei ou o Imperador
poderia ter suas concubinas, que às vezes chegavam a dezenas, e a Rainha ou a
Imperatriz deveria aceitar e ficar calada. Essa relação irregular dentro de um
Reino provocou guerras e mais guerras, por causa dos filhos que disputavam o
poder, estimulados pelas mães que almejavam o trono.
No Japão antigo,
quando o país era assolado por crises terríveis de fome, as meninas eram
vendidas a troco de sal, esse sal que é usado na culinária. Como havia carência
de alimentos, achavam que não valia a pena alimentar meninas que, mais tarde
iriam embora quando se casassem... Não dariam retorno da despesa gasta... E o
destino delas era fatal: seriam escravas de seus donos ou vendidas a
prostíbulos... Mesmo na China, na era moderna foram relatados casos de mortes
de nascituros, quando eram do sexo feminino...
No Japão moderno, tem
uma história estranha referente ao Sumô, ou aquela luta de homens gordos e
quase nus, que se pegam na arena de terra. Essa arena ou Dohiô é feita de terra
com palha de arroz. Para levantar essa arena ou dohiô, por dias e dias a terra
é amassada e socada enquanto monges budistas rezam suas sutras. Pois é, tudo é
meticulosamente preparado para abençoar esse lugar, que será o palco de muitas
contendas. Abençoado para os Deuses
protegerem os lutadores. E a mulher não pode subir nesse lugar porque é impura,
porque sangra. E os lutadores não nasceram de mulheres?
Desde que foi criada,
a Mulher foi a outra metade do Homem. O côncavo do convexo, que unidos formam
um só ser. A respeito disso, há uma lenda grega engraçada. Zeus, o Deus da
antiguidade havia criado os humanos em duplicata, isto é num só corpo havia um
homem e uma mulher, unidos pela frente. De repente, Zeus notou que essas
criaturas ficavam se alisando o tempo todo, e resolveu parar com a brincadeira.
Separou o homem da mulher, cortando verticalmente e separando as metades. E
desde então, ambos saíram pelo mundo procurando a sua metade... O côncavo e o
convexo...

Fico imaginando como
seria o Mundo, esse Planeta, essa Terra Mãe, se não houvesse Mulheres. Se não
tivessem pisado esse chão que pisamos, tantas heroínas valentes que se
destacaram no mundo das Artes, da Literatura, da Medicina, da Assistência aos
Carentes como a Madre Teresa de Calcutá.
E se não houvesse a
Maria, Mãe de Jesus, a quem apelaríamos em nossos momentos de desespero?
Sou Mulher e muito me
orgulho disso!
Mirandópolis, março
de 2014.
kimie oku in http://cronicasdekimie.blogspot.com.br/
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