Para que servem
as dores?
São dores de cabeça, de
coluna, nos joelhos, nos ombros, nas pernas... que não dão trégua.
Também há as dores internas de
fígado, de estômago, da garganta, dos ouvidos, nos intestinos...
Interessante é que eu não
tinha atentado para esse fato, até que comecei a sentir dores num dos joelhos.
É que até agora, eu não sabia o que era dor física intermitente, que judia das
pessoas.
Ao procurar ajuda de
especialistas, constatei que a dor é um problema muito comum e que atinge a
maioria das pessoas. E pensar que vivi setenta anos sem saber o que era dor
física. Bem, dores da alma, não há como esquivar delas...
Descobri que, jovens que
crescem de repente também sofrem de dores, porque os ossos crescem e os nervos
são incapazes de acompanhar essa velocidade de estiramento. E os nervos curtos
tolhem os movimentos nas articulações, provocando dores lancinantes.
Sei de amigos que andam duros,
rígidos, com extremo cuidado, porque sua coluna travada não lhes permite
curvar-se, sem sentir dores. Os que sofrem de dor na coluna são a maioria dos
doloridos.
Outros têm tantas dores nos
joelhos, na batata da perna, nos tornozelos ou nos pés, que estão sempre
indispostos para dar um passo. Tudo é muito dificultoso, e então vivem desolados,
porque seu raio de ação vai ficando cada vez mais limitado.
Dores de estômago e dores de
fígado que, não permitem alimentar-se direito, deixam as pessoas sempre mal
humoradas e tristes. Mesmo porque, comer e sentir o sabor de certos alimentos é
uma das raras alegrias desta vida.
Mas, há os que têm dores nas pernas e caminham mesmo assim, puxando uma delas, arrastando-a, saltando, escorregando... vão aonde precisam ir, com muita dificuldade, ainda mais porque as calçadas de nossas ruas complicam bastante sua locomoção. Duro mesmo é não poder ir aonde se quer, para resolver os problemas que surgem e, precisam ser resolvidos pessoalmente. Então, é preciso caminhar, e muitas vezes as pernas não ajudam. Muita gente ainda teima em ir e só piora suas condições.
Mas, há os que têm dores nas pernas e caminham mesmo assim, puxando uma delas, arrastando-a, saltando, escorregando... vão aonde precisam ir, com muita dificuldade, ainda mais porque as calçadas de nossas ruas complicam bastante sua locomoção. Duro mesmo é não poder ir aonde se quer, para resolver os problemas que surgem e, precisam ser resolvidos pessoalmente. Então, é preciso caminhar, e muitas vezes as pernas não ajudam. Muita gente ainda teima em ir e só piora suas condições.
Nos consultórios médicos, e nos
Hospitais há dezenas de pessoas reclamando de dores. E invariavelmente, são
dores na coluna vertebral e nas pernas. Todas são histórias semelhantes:
excesso de peso nas costas sobrecarregando as próprias vértebras, por anos
seguidos de trabalho duro e exaustivo, ou desgaste dos ossos das pernas.

Nessa crônica abordei a
questão do peso corporal, que inicialmente estava distribuído sobre quatro
patas nos primeiros hominídeos, e que passou a sobrecarregar as duas patas
traseiras, quando eles se tornaram eretos, assumindo a postura do homem atual.
Se realmente, como a Ciência e
a Antropologia preconizam que o homem era de verdade um quadrúmano, acho que a
ereção da humanidade foi um desastroso engano.

Pois é. Acho que foi exatamente isso que ocorreu quando o homem levantou a espinha dorsal e ficou na posição vertical, usando as pernas para se equilibrar. Quando um bebê humano começa se locomover “anda de gatinhas”, como os bichinhos e quando dá seus primeiros passos, percebe-se a grande dificuldade, em comparação com os gatinhos bebê, os cachorrinhos bebê, que já saem cabriolando logo de início.
Não estou pregando que a
humanidade volte a andar sobre as quatro patas, como no início de sua história.
Mas, acho que existe alguma relação da dor do homem moderno com a história de
sua verticalidade. Ah! Isso tem, com certeza.
Se não, por que os humanos sofrem
tantas dores?
E para que servem as mesmas?
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