Paixão por fotografias
O princípio da fotografia está ligado à câmara escura, por onde
se passa um feixe de luz para projetar imagens.
E a origem da fotografia está ligada a químicos e alquimistas
que faziam experiências com feixes de luz, usando metais como prata, cobre e
mercúrio para fixar imagens. Muitos séculos se passaram até que alguém conseguisse
fixar uma imagem de verdade. O sucesso ocorreu com Henry Talbot e Louis Jacques
Daguerre que após muitas tentativas, conseguiram fixar imagens reais.
No começo, era tudo muito
difícil. Aos poucos, porém, foram desenvolvendo técnicas para fixar e copiar
imagens, até chegar à foto em branco e preto. Daí foi uma revolução. Os
pintores de retratos da época pensaram que era o fim de suas carreiras. E
propagou-se a ideia de que a fotografia roubava a alma de quem era copiado. Muita
gente não aceitava ser fotografado por medo de ter a alma roubada. Crendice burra
e inocente...
Daí pra cá, muita coisa mudou.
Antes, só se fotografava num estúdio, onde o fotógrafo escondia
sua cabeça sob uns panos escuros, olhava para o cliente e dizia “Olha o
passarinho!” e dava um clique. E a imagem era trabalhada numa câmara escura
para ser revelada.
No início, todas as imagens eram em preto e branco.
Hoje há câmeras que fixam imagens coloridas e até tiram cópias
instantaneamente. E celulares também
fotografam.

Considero a fotografia um documento, um documento que não mente.
Ela registra as mudanças que ocorrem com o rosto e o corpo humano ao longo dos
anos, guardando imagens num pedaço de papel, que muitas vezes nem lembramos
mais. As mudanças ficam gravadas para sempre. E aí está o encanto.
Ultimamente publicar no face book, fotos antigas e identificar
as pessoas que lá aparecem com ajuda de amigos de diversos recantos, tem se
tornado um grande passatempo. É gratificante de repente, relembrar nomes de
amigos que estavam meio esquecidos... E rever suas imagens de tempos atrás,
quando eram crianças ou adolescentes.
Gosto muito de tirar fotos de flores, de animais, de paisagens.
Mas, nada supera o prazer de fotografar gente. Cultivo uma ideia há anos: Se
pudéssemos fixar e conservar as fotos de todas as gerações de nossas família,
poderíamos comparar as mudanças que vieram ocorrendo ao longo dos tempos. Infelizmente, não tenho nem fotos de
meus avós paternos, pois lá nos princípios de 1900, a fotografia ainda não era
acessível como é hoje. Era um luxo exclusivo das pessoas abastadas.

Mesmo na Ciranda que já tem dois anos e meio de existência, vou
fotografando os Encontros, guardando imagens de felicidade dos amigos que lá
vão cirandar. E com isso, percebi que fiz uma coisa ótima: imagens de amigos
que partiram ficaram preservadas. Já perdemos sete amigos cirandeiros nesse
período, mesmo porque todos são pessoas idosas, e morrer faz parte de nossa
existência.
Quando começo a matutar com os meus botões, me passa uma tristeza tão grande. É que a gente vive com tanta gana, com tanto afã, com tanto entusiasmo e no fim, tudo acaba. Quando a vida se vai, tudo acaba. Fica apenas um nome e algumas fotografias. Quando muito, restará um nome numa das ruas da cidade, no banco do jardim, na lápide do túmulo. É certo que as imagens e os sentimentos permanecerão um bom tempo entre os familiares. Mas, até isso acaba passando. Os mais chegados também irão morrendo e as lembranças serão enterradas com eles.
Quando começo a matutar com os meus botões, me passa uma tristeza tão grande. É que a gente vive com tanta gana, com tanto afã, com tanto entusiasmo e no fim, tudo acaba. Quando a vida se vai, tudo acaba. Fica apenas um nome e algumas fotografias. Quando muito, restará um nome numa das ruas da cidade, no banco do jardim, na lápide do túmulo. É certo que as imagens e os sentimentos permanecerão um bom tempo entre os familiares. Mas, até isso acaba passando. Os mais chegados também irão morrendo e as lembranças serão enterradas com eles.

Porque no fim, ficarão para a posteridade apenas nomes e algumas
fotografias. Por isso, fotografar é
preciso.
Porque uma imagem vale mais que mil palavras.
Mirandópolis, abril de 2013.
Kimie oku in cronicasdekimie.blogspot.com
Legenda: 1 - antepassados dafamília Osaki
2 - antepassados da família Tsutsumi
3 - papai e mamãe
4 - Noriyoshi e Kimie
2 - antepassados da família Tsutsumi
3 - papai e mamãe
4 - Noriyoshi e Kimie
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMuito bonita as palavras sobre a vida em retratos, fica na história e para a prosperidade e lembranças de um passado que se foi repentinamente e que registra a vida das pessoas antes da eternidade. Hoje talvez na era digital quase nada ficará registrado, se perderá nos HD e nas maquinas, porque elas são peças descartáveis e perderão no tempo. Temos que revelar nossas fotos e guardar com carinho para que fica uma lembrança que não se apagará. Parabéns amiga Kimie Oku Seja Feliz.
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